IEMANJÁ, PROTEGE NOSSOS CAMINHOS E ILUMINA NOSSOS CORAÇÕES ... MUITA PAZ MINHA MÃE...  escrito em terça 02 fevereiro 2010 15:17

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SAUDAÇÕES A IEMANJÁ NA BAHIA  escrito em terça 02 fevereiro 2010 15:12

Mais de 400 mil pessoas devem passar pelo bairro do Rio Vermelho, em Salvador, durante todo o dia, nesta terça-feira (2), para acompanhar os festejos em homenagem a Iemanjá. A estimativa é da Polícia Militar que vai disponibilizar um efetivo de 1,3 mil homens para garantir a segurança de baianos e turistas no evento.

Segundo os organizadores da festa, haverá 300 balaios no barracão de oferendas para o depósito dos presentes que serão oferecidos à ‘Rainha do Mar’. “Este ano, cerca de 250 embarcações devem participar da festa”, disse o presidente da colônia de pescadores do Rio Vermelho, Marcos Santos Souza.

Souza afirmou ainda que a procissão marítima começa a sair da praia no fim da tarde “para fazer a entrega dos presentes”.

Há mais de 80 anos, católicos, adeptos do candomblé e turistas participam do ritual e começam a deixar os presentes já na véspera da festa, por volta das 18h do dia 1º de fevereiro. São sabonetes, perfumes, flores, espelhos e bonecas. Nos últimos anos, por conta da fiscalização dos órgãos ambientais, apenas os itens biodegradáveis são lançados ao mar.

Tanta simpatia da ‘Rainha das Águas’ inspirou diversos artistas de todos os cantos do país. O compositor baiano, Dorival Caymmi, homenageou Iemanjá com os seguintes versos: “O canto vinha de longe, de lá do meio do mar. Não era canto de gente, bonito de admirar. O corpo todo estremece, muda a cor do céu, do luar. Um dia ela ainda aparece, é a rainha do mar! Iemanjá, Odoiá, Odoiá, Rainha do Mar”.

Para o secretário de Turismo do Estado, a Festa de Iemanjá também representa um importante ativo para o setor, uma vez que projeta a imagem da cultura baiana para todo o mundo.

A depender da corrente religiosa, o orixá que representa as águas salgadas também recebe o nome de Janaína, Mãe das Águas, Iemanjá, Odoiá.

Tradição - Segundo o historiador Manuel Passos, as primeiras manifestações datam do início do século XX, quando um grupo de 25 pescadores resolveu fazer oferendas para a Mãe das Águas, pedindo em troca, fartura de peixes e tranqüilidade nas águas. Desde então, no dia 2 de fevereiro, o Rio Vermelho é palco da festa que une sagrado e profano. As ruas são tingidas de branco e pérola

Para Passos, esta é a única das festas populares de Salvador eminentemente afro. "Não tem origem católica, européia. Foi criada pelos ancestrais africanos que aqui viviam, e por um grupo específico, que foi o de pescadores", explica. Ele afirma ainda que essa é uma das festas que vem ganhando força, inclusive por ser frequentada não apenas pelo povo de santo, mas por baianos em geral e turistas. "A festa de Iemanjá transcende o caráter exclusivamente afro, porque não é só o povo negro que a protagoniza. A loira baiana, o turista, todo mundo vai lá levar suas flores, fazer sua oferenda", diz. 

Reza a lenda Iorubá que Iemanjá, filha de Olokum, casou-se com Olofin-Odudua, em Ifé, na Nigéria, e teve dez filhos, todos orixás. A amamentação teria lhe rendido seios enormes e, cansada de viver em Ifé, Iemanjá fugira em direção ao “entardecer-da-terra”. Chegando a Abeokutá, Okerê lhe propôs casamento e ela aceitou, com a condição de que o marido jamais a ridicularizasse por conta dos seios. Uma ofensa de Okerê causou fúria à filha de Olokum, que fugiu novamente, encontrando num presente do pai o caminho para as águas. Nunca mais voltou para a terra. Iemanjá tornou-se a Rainha do Mar. Seus filhos fazem oferendas para acalmá-la e agradá-la.

Além do ritual religioso, a Festa de Iemanjá também reúne diversas expressões da cultura baiana. O samba de roda sempre deu o tom da festa ao mar. Ao som do pandeiro, se apresentam grupos de capoeira, blocos afros, fanfarras e grupos fantasiados.

 
 
 
 Fonte - Carlos Augusto - Feira Hoje
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A SOBERANA DAS ÁGUAS  escrito em terça 02 fevereiro 2010 15:06

 

YEMANJÁ

 

YEMANJÁ é considerada mãe de todos os demais ORIXÁS OGUM, XANGÔ, OBÁ, OXOSSI e OXUM que nasceram de caso ilícito que teve com IFÁ. NANÃ como vimos, é mãe de OMULU e OXUMARÉ. YEMANJÁ, por sua vez, filha de OLODKUN, ORIXÁ masculino em BENIN, ou feminino em IFÉ, sempre do mar. No Brasil, é muito venerada, e seu culto tornou-se quase independente do CANDOMBLÉ. É representada como uma sereia de longos cabelos pretos.

Rege a maternidade, e é a mãe dos peixes que representam fecundidade. Seu dia à sábado. Nas grandes "obrigações", são oferecidos cabra branca, pata ou galinha branca.

Gosta muito de flores e é costume oferecer-lhe sete rosas brancas abertas, que são jogadas ao mar para agradecimento.

Sua cor é a branca com azul. Usa um ADÉ com franjas de miçangas que esconde o rosto. Leva na mão o BÉBÊ -- leque ritual de metal prateado de forma circular, com uma sereia recortada no centro.

0 tipo psicológico dos filhos de YEMANJÁ é imponente, majestoso e belo, calmo, sensual, fecundo e cheio de dignidade e dotado de irresistível fascínio (o canto da sereia).

As filhas de YEMANJÁ são boas donas de casa, educadoras pródigas e generosas, criando até os filhos de outros (OMULU).

À deusa das águas recorrem as mulheres que não conseguem engravidar.

Porque é Iemanjá quem controla a fertilidade, simbolizada em seu corpo robusto, forte, em seus seios volumosos e na aparência sensual.

Qualidades, aliás, de todas as suas filhas, que se revelam excelentes como donas de casa, educadoras e mães. Não perdoam facilmente, quando ofendidas.

São possessivas e muito ciumentas. Embora se mostrem tranquilas a maioria do tempo, podem se tornar verdadeiras feras quando perdem a paciência.

Mais do que isso, não perdoam ofensas com facilidade. Intrometem-se tanto na vida dos familiares que chegam a sufocar.

Mas a intenção é sempre das melhores.

YEMANJÁ, por presidir a formação da individualidade, que como sabemos está na cabeça, está presente em todos os rituais, especialmente o BORI.

 

O mais popular e universal de todos os orixás das àguas: Iemanjá (nagôs), Dandalunga (angolas), Kaiala (congos); também chamada Janaína e Dona Janaína, Princesa de Aiucá e, nos candomblés-de-caboclo, Sereia Mukunã.

 

REGÊNCIAS

 

AXÉ
Conchas e pedras marinhas, numa vasilha de porcelana azul. Insígnias: uma espada de folha-de-flandres e uma espécie de leque circular, também de folha-de-flandres, com adornos e, no centro, uma sereia recortada.

 

NATUREZA
mar, foz de rios, enseadas, baías.

 

METAL
prata

 

PEDRA
água-marinha

 

PERFUMES
Fleur de Rocaille, lírio, Syntoma.

 

COMO USAR
passar no corpo todo antes do banho de mar, ou tomar banho de sal grosso, lavar-se e passar um a cada sábado.

 

COR
azul-claro e prata.

 

COLAR
contas de vidro transparentes, ou fio de miçangas pingo d’água lavado em água de águas marinhas.

SACRIFÍCIOS: cabra, galinha, conquém (galinha-d’angola) e pato. Gosta de acaçá e de milho branco cozido (ebó) com azeite, cebola e sal.

DIA RITUAL: sábado, juntamente com Oxun.

 

FESTA
8 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, com quem está sincretizada.

 

Anuncia sua presença com o grito: him hiymim!

 

SAUDAÇÃO
odôiá!

 

YEMANJÁ era uma deusa do rio de igual nome, que banha o território da nação iorubana de Egbá. As guerras fizeram com que o povo dessa nação fosse tangido para as margens do rio Ogun, cujo nome nada tem a ver com o orixá do ferro e das artes manuais. E foi deste rio que a grande iyabá partiu, para ser rainha do mar.

Mitos nagôs explicam como Yemanjá, graças a poderes mágicos, foi morar no oceano, reino de Olokun, seu pai. Aliás, essa mudança de deusa fluvial em deusa marítima tem sua implicação sociológica. O homem, como explorador, principiou, em rudes canoas, a singrar as águas dos rios; só muito mais tarde se aventuraria a enfrentar o desconhecido, na estrada larga do mar.

Ensina Verger que o grito com que se saúda a deusa – odô iyá! Significa "mãe do rio". Reverencia, pois, uma divindade fluvial. Ainda segundo Verger, o nome YEMANJÁ vem do iorubá yeyê ama ejá, "mãe cujos filhos são peixes".

Em Cuba o nome permaneceu o mesmo que o do rio africano onde a deusa nasceu. Por que, no Brasil, ganhou um "n" após o primeiro "a", transformando-se em Iemanjá? Simplesmente por uma certa tendência, em nossa língua, de uma consoante nasal provocar o anasalamento da vogal seguinte.

 

 

MÃE DOS ORIXÁS?

 

Na África, as esculturas com a efígie de Iemanjá mostram uma mulher de seios exuberantes, símbolo de fecundidade. Essa opulência mamária, no entanto, não justifica conhecido mito teogônico em que Iemanjá é apontada como a mãe de todos os orixás.

Narra tal mito que da união de Obatalá e Odudua nasceram Aganju, a terra firme, e Iemanjá, as águas. Os dois irmãos também se unem e geram Orungã, o ar, o espaço entre o céu e a terra.

Orungá apaixonou-se perdidamente por sua mãe, Iemanjá. Um dia em que pai estava ausente, ele a raptou, violou e propôs continuassem às ocultas o amor incestuoso. Iemanjá, desesperada, desprende-se dos braços do filho, mas ele a persegue. Quando o Édipo iorubano está prestes a alcançá-la, Iemanjá cai morta, de costas. Dos seios enormes nascem dois rios, que adiante se unem formando um lado, o lago Iemanjá. Do ventre desmesurado, que se rompe, nascem os orixás: deuses das atividades de subsistência, como Okô, da agricultura e Oxosse, da caça; e Xangô, deus do trovão, Ogun, do ferro e das artes manuais, Dadá, dos vegetais; e Olokun, do mar, Oloxá dos lagos, Okê, das montanhas; e as deusas dos rios nigerianos Oxun e Oiá(Niger); e Xankpanã, da varíola, Ajê-Kalagá, da saúde, Orun, o sol, Oxu, a lua.

O mito, que não inclui Exu e Ifá, duas divindades da mais alta importância, é contestado pela autoridade de Pierre Verger, que afirma jamais tê-lo encontrado na África. A história foi inventada por um missionário, o padre R.P.Noel Baudin (1884) e teve a sua perpetuidade garantida pelo ilustre coronel A B.Ellis, autor de um livro famoso. O mito, repetido por Ellis, foi citado por Nina Rodrigues, com a ressalva, porém, de que jamais o encontrou na Bahia, onde os negros que professavam o culto iorubá ou declararam que o desconheciam ou contestaram sua existência.

Em outra versão, contam que Yemanjá é filha de Olokum, a Senhora dos Oceanos, e que foi casada com um homem poderoso com quem teve dez filhos. Um dia, cansada de sua permanência em Ifé, foge na direção oeste, levando consigo uma garrafa que havia ganho certa vez de Olokun, contendo um misterioso preparado, a qual ela deveria quebrar jogando ao chão quando estivesse em perigo.

Iemanjá instalou-se em Abeokutá (seria uma alusão à migração da nação Egbá). O marido lança seu exército em busca de Iemanjá, com o objetivo de trazê-la de volta a Ifé. Quando se vê cercada, ela não se entrega, mas segue os conselhos de Olokum e quebra a garrafa.Imediatamente forma-se um rio, que a leva para Okun, o mar, morada de Olokum.

Deusa da foz dos rios e quebra-mares, a rainha dos mares, como é conhecida, é ciumenta mas não demonstra, preferindo aguardar a hora da revanche. É poderosa e atraente e quando invocada por quem realmente a conhece, propicia favores e ajudas inestimáveis.

Tem a grande capacidade da mãe que sempre atende a um filho, que geralmente caracteriza-se por ser pessoa voluntariosa.

 

 

A GRANDE FESTA DE IEMANJÁ

 

Há sete Iemanjás, filhas de Olokun, o mar, entre elas uma, guerreira, ligada a Ogun, outras a Orumilá, a Oxun, às feiticeiras.

A efígie de Iemanjá é a da segunda versão da sereia européia: uma linda mulher de longos cabelos e seis desnudos, com a metade do corpo como cauda de peixe (As sereias homéricas eram mulheres com corpo de pássaro).

 

No candomblé, Iemanjá veste saia rodada, bata de rendão, estola e, na cabeça, um gorro de pêlo branco ou uma espécie de mitra. Do gorro ou da mitra pende uma franja de contas, sobre o rosto. Iemanjá dança com movimentos que imitam as ondas do mar.

O grande culto de Iemanjá, no entanto, não é celebrado dentro do candomblé, mas lá fora, ao ar livre. Rainha, sereia, mãe-d’água, ela é a deusa de "todas as águas" da Bahia de Todos os Santos, cultuada em Amaralina e Itapoã, no Dique e no Rio Vermelho, nos lados de Abaeté e nas pedras de Monte-Serrate, e do outro lado, na ilha de Itaparica.

No dia 2 de fevereiro, de Nossa Senhora das Candeias (apesar da santa ser identificada como Oxun, a festa é de Iemanjá), sai para o largo a grande e festiva procissão marítima dos candomblés e do povo da Bahia. Tudo tem início na Casa do Peso, assim chamada por ser aonde os pescadores levam o peixe para ser pesado. A pequena edificação, num promontório do Rio Vermelho, amanhece enfeitada com um arco de folhas de coqueiro e bandeirinhas multicoloridas. Lá dentro, sob a atenta e respeitosa vigilância de uma mãe-de-santo e de um pai-de-santo, um grande balaio aguarda os presentes para Iemanjá. Os crentes formam longa filha e, um a um, vão colocando no balaio bilhetes para Janaína, pedindo ajuda em casos de amor e dinheiro, na realização de sonhos e ambições; e depositam os presentes do seu amor e da sua devoção – flores, perfumes, tecidos, rendas, fitas, dinheiro, espelhos, pentes, sabonetes... presentes que a deusa irá receber em alto mar. Inclusive animais vivos. Pois nada é demais para ser dado a Iemanjá. Ela é a senhora do mar – a que amaina a fúria das ondas, contorna os escolhos, impede que as redes de pesca voltem vazias.

Perto da Casa do Peso ressoam os atabaques, ritmando os cânticos sagrados. E há rodas de samba e de capoeira. E uma verdadeira multidão. Chega, enfim, o grande momento. A mãe e as filhas-de-santo saem com o grande balaio repleto de oferendas, rumo ao barco que vai levá-lo à Rainha do Mar. E logo parte a procissão dos saveiros e outras embarcações. Num determinado ponto, em lugar bem fundo, o balaio é depositado sobre as águas. Se o presente não afundar, é sinal de que não foi aceito por Yemanjá. Mas ela sempre aceita, bondosa e compassiva, sendo muito difícil que um presente para Janaína fique boiando sobre as ondas.

Ante a expectativa geral, os barcos regressam, com a alegre notícia de que a deusa recebeu de bom grado as oferendas. Os atabaques ressoam mais festivos. Os cânticos se elevam com mais exaltação e alegria. Iemanjá está em paz com seus filhos e propiciará sejam todos os desejos realizados.

 

YEMANJÁ NA UMBANDA


A linha de Iemanjá governa as legiões seguintes: Sereias (Oxun), Ondinas (Nanã Buruku), Caboclos do Mar (Indaiá), Caboclos dos Rios (Iara), Marinheiros (Tarimá), Calungas (Calunguinha) e Estrela Guia (Maria Madalena).

Suas cores são o branco e o azul. As oferendas a Iemanjá constam de flores de cor branca – rosas, cravos, lírios, palmas-de-santa-rita – perfumes, moedas de niquel, sabonete pequeno e outros agrados, que são deixados na praia, junto do mar, ou colocados num barquinho, que é solto nas ondas. A bebida das obrigações é champanhe, frequentemente democratizada como cidra espumante.

No Rio de Janeiro, a festa de Iemanjá é celebrada a 15 de agosto, dia de Nossa Senhora da Glória, com quem está identificada. Mas é na passagem do ano que se realiza a gigantesca e impressionante comemoração popular de Iemanjá, nas praias cariocas e fluminenses, o mesmo acontecendo em Santos e em Porto Alegre. Os "filhos de fé", com suas roupas brancas e colares de muitas cores, improvisam "terreiros" nas praias – um círculo de flores fincadas na areia e velas acesas e garrafas de bebidas e as comidas dos santos... Entoam-se cânticos rituais, ao som dos atabaques. "Baixam" os santos, a maioria Caboclos, que atendem as consultas dos crentes. O povo traz presentes para Iemanjá, com braçadas de flores brancas. Soltam-se no mar barquinhos com oferendas. Jogam-se moedas nas ondas, propiciando um bom Ano Novo.

Até há poucos anos atrás, as velas acesas se multiplicavam nas praias urbanas da Zona Sul que, vistas a uma certa distância, davam a impressão de que as estrelas haviam caído na areia. Era como se, à beira-mar, os "terreiros" se sucedessem. Hoje, a noite de Iemanjá transformou-se num show promovido pela TV e outros meios de comunicação, atraindo grandes multidões, que se movimentam e comprimem em tumulto. Em Copacabana, à meia noite, espetáculos pirotécnicos são realizados por grandes hotéis e firmas comerciais. Sucedem-se por toda a parte, perigosamente, os estouros ininterruptos de morteiros de mão, acesos por populares. Então a gente dos "terreiros" foi procurar praias mais distantes e tranqüilas, longe da curiosidade divertida dos turistas e da fúria contínua dos estampidos. Foi em busca de lugares mais propícios para cultuar Iemanjá, a rainha do mar.

 

RITUAL DE YEMANJÁ



Para ser abençoado pela rainha do mar e atrair muito sucesso, vá até a praia num sábado e entregue nas águas um barquinho de isopor contendo algumas maçãs, uvas, um mamão, sete rosas brancas, um vidro de pergume de alfazema e um espelho. Junto das oferendas, coloque um papel com todos seus pedidos por escrito. Depois, abra uma champanhe e despeje o líquido por todo seu corpo, enquanto repete seus pedidos em voz alta. Por fim, lave-se nas águas do mar, acenda uma vela.

 

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Vida a dois: os mitos que seguram a relação  escrito em sábado 30 janeiro 2010 22:46

por Anette Lewin

Saiba quais são os fatores que mantêm ou destroem uma vida a dois; no fim do texto uma breve 'receita de equilíbrio'

Como viver bem na vida a dois?

Resposta: Para se viver bem a dois o essencial é que haja o prazer da troca, o prazer de compartilhar. Como não se legisla sobre o prazer, cada casal tem de fazer uma análise profunda do que tem para colocar na relação, o que quer dar, o que gostaria de receber, do que gosta e do que não gosta. E principalmente, depois de saber do que gosta, entender que terá de abrir mão de muitas dessas coisa pela relação. Se não estiver disposto a fazer isso é melhor nem começar um relacionamento.

"Uma relação a dois bem-sucedida tem como primeira condição que as pessoas estejam juntas porque querem estar e não porque dependam do outro"

Não escolhemos pai, mãe ou irmãos. A escolha do parceiro amoroso é a única que fazemos dentro da família, portanto temos que nos responsabilizar por ela.

Não podemos esquecer que vivemos numa sociedade que prega o descartável e se encararmos a relação amorosa dentro dessa ótica, tenderemos a querer trocar de parceiro a qualquer dificuldade e... estaremos sempre começando relações e não aprofundando.

As brigas na relação a dois podem acontecer, mas devem ser encaradas como um esforço para se chegar a um equilibrio entre o dar e receber. Elas se tornam extremamente perigosas quando se transformam num mar de acusações jogadas sobre o outro sem qualquer cuidado e sem qualquer outro objetivo que o de querer convencer o outro de que o seu desejo é mais importante do que o dele.

Uma relação a dois bem-sucedida tem como primeira condição que as pessoas estejam juntas porque querem estar e não porque dependam do outro. É desejável que cada um, independentemente das realizações em conjunto, possa continuar sendo o que é, tendo seus espaços, suas experiências pessoais e não deposite toda sua fantasia de felicidade no comportamento do parceiro.

A dinamica diária de um bom relacionamento exige movimento, criatividade e principalmente participação.Um dos grandes erros cometidos num relacionamento amoroso é esquecer de mostrar ao parceiro por que ele é importante na relação. Esquece-se de agradecer um favor prestado, uma ajuda num problema importante, um gesto de carinho. Se supervalorizar o parceiro é um erro, ignorá-lo é um erro muito maior. Ninguem fica num relacionamento em que não se sente importante. E como ninguem lê pensamentos, a reafirmação constante da escolha feita através de um olhar carinhoso ou palavras de afeto é essencial.

Existem muitos mitos sobre o que segura uma relação.

Sexo, respeito e companheirismo, por si sós, não sustentam uma relação assim como o ciúme por si só não o destrói.

Um bom relacionamento, como foi dito, depende de uma série de fatores e para cada casal, certamente, esses fatores variam. Se tivéssemos que dar uma receita genérica, o que não é fácil, ela seria mais ou menos assim:

1) Leve ao fogo o saber ancestral, as regras de quem já pensou sobre relacionamento e consegue ser feliz dentro dele

2) Acrescente aos poucos a noção de que uma escolha pessoal é apenas o início de uma trilha a ser construida no dia-a-dia

3) Misture boas colheradas de respeito pelo seu prazer e uma xícara cheia de respeito pelo prazer do outro

4) Pronta a massa abra um espaço para a sua individualidade

5) Acrescente temperos que ambos apreciem

6) Saboreie. Ah! E que seja eterno enquanto dure...

ATENÇÃO: As respostas do profissional desta coluna não substituem uma consulta ou acompanhamento de um profissional de psicologia e não se caracterizam como sendo um atendimento

 

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COISAS QUE ADOROOOO...  escrito em sábado 30 janeiro 2010 22:27

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